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Análise aponta que El Niño 2026/2027 pode elevar custos, pressionar margens e afetar o abastecimento

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O fenômeno climático El Niño 2026/2027 poderá trazer impactos relevantes para a cadeia brasileira de abastecimento, com reflexos sobre a produção agropecuária, a logística, os preços dos alimentos e a rentabilidade de distribuidores, atacadistas e supermercados.
A avaliação faz parte da quarta edição do relatório “Distribuição e Atacado – Uma visão estratégica sobre Finanças e Lucratividade no segmento de Distribuição e Atacado”, produzido pelo Innovation Capital Bank (INC Bank) e assinado por Carlos Alberto Santos, Chief Strategic Officer (CSO) da instituição.
Segundo a análise, a previsão de um El Niño de forte intensidade entre o segundo semestre de 2026 e o início de 2027 poderá provocar redução da produção agropecuária, aumento do custo da energia elétrica, dificuldades no escoamento de mercadorias e até ruptura no fornecimento de alguns produtos, especialmente alimentos.
O estudo estima que a compressão das margens das empresas de distribuição pode variar entre 2% e 8%, dependendo da intensidade do fenômeno e das categorias de produtos comercializadas.
O relatório destaca que os efeitos tendem a ser mais intensos entre setembro de 2026 e junho de 2027, período em que distribuidores e atacadistas poderão enfrentar maior volatilidade de preços e desafios para manter o abastecimento regular de seus clientes. Entre os produtos considerados mais vulneráveis estão hortaliças, frutas, arroz, feijão, leite e derivados, carnes e ovos.
Outro ponto de atenção é a logística. Enquanto a seca prevista para o Norte e Centro-Norte pode comprometer a navegação fluvial e dificultar o transporte de cargas, o excesso de chuvas no Sul aumenta o risco de enchentes e interrupções em rodovias e demais corredores logísticos.
Aqui vale a recordação das enchentes históricas de 2024 quando o nível do lago Guaíba atingiu o máximo histórico de 5,37m na capital Porto Alegre, superando em mais de 60cm o recorde anterior registrado em 1941. Na ocasião, o impacto foi nacional, assim como a comoção para auxiliar as cerca de 2,4 milhões de pessoas afetadas em 478 municípios. Foram, ao todo, 183 mortes e prejuízos econômicos estimados na casa dos bilhões de reais.
Diante desse cenário e considerando o retrospecto recente, o estudo recomenda que empresas da cadeia de abastecimento adotem medidas preventivas, como antecipação de compras, formação de estoques de segurança, diversificação de fornecedores, revisão de contratos, reforço do capital de giro e planejamento logístico, buscando reduzir os impactos sobre o abastecimento e a rentabilidade dos negócios.
Os associados da ABAD podem acessar AQUI o relatório completo para conhecer em detalhes as projeções, os cenários analisados e as recomendações elaboradas pelo Innovation Capital Bank para o setor de distribuição e atacado.

FONTE: ABAD 13/08/26
IMAGEM ILUSTRATIVA – DIVULGAÇÃO ABAD

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